1 de maio de 2008

Poema - Calada Da Noite

Calada da Noite


Das noites mal dormidas
Ecoam os gritos da calada
Com boca de espanto e voz de soprano
Meus negros, negrinhos que descem da ladeira.
Escutam passos mouros e marchantes
Que vêm longos e sussurrantes

Na alta escada da boca
Um corpo de lá vem rolando
Com cara de espanto ninguém chegou a ficar
Era apenas um negrinho, mais um sem carinho.
Assassino ou ladrão essa morte tem explicação
Para outros solução

Mas como fazer outro momento?
De tanto agouro e tão avarento.
Não preoculpas-tes mais
Amanha isso acaba
No IML ou no Edital
Fazendo vender mais um jornal.



Ferraz, Leonardo Wagner (calada da noite).

2 comentários:

terenacardoso disse...

Ele podia sr branco, podia ser qualquer um, podia ser você nos jornais e ele em casa escrevendo na calada noite...
=x

rafa disse...

Adorei!!
seu texto eh um retrato do que acontece todos os dias e em qualquer lugar.É uma triste realidade.